Questões comentadas da FCC sobre imunização

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Olá, colegas e concurseiros! Aproveitando a publicação do edital da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), resolvi comentar cinco questões da Banca Fundação Carlos Chagas (FCC). Escolhi o tema “imunização”! Vamos lá?

1.(2015/FCC/TRT – 15ª Região/Técnico Judiciário – Enfermagem) Durante o horário de expediente um trabalhador acidentalmente feriu o pé com um pedaço de vidro. No decorrer do atendimento ele informou que havia sido vacinado contra o tétano há mais de dez anos. O ferimento foi lavado com água e sabão, sendo constatado que se tratava de um ferimento limpo e superficial. Nesta situação hipotética, a profilaxia do tétano indicada é a

 

  1. a) vacinação e imunização passiva, preferencialmente com imunoglobulina.
  2. b) imunização passiva com soro antitetânico.
  3. c) imunização ativa com imunoglobulina humana.
  4. d) vacinação, apenas.
  5. e) manutenção do esquema anterior sendo desnecessário uma nova vacinação.

 

Comentário: O esquema vacinal contra o tétano é composto por 3 doses, com intervalo mínimo de 30 e máximo de 60 dias entre as doses, e um reforço a cada 10 anos, salvo em situação de acidente, em que a dose de reforço tem o prazo reduzido para 5 anos. No caso citado na questão, a característica da lesão e o estado vacinal indicam apenas a vacinação, não sendo necessário o soro antitetânico. Saliento que o número de doses será de acordo com a comprovação vacinal (apenas reforço, se comprovada vacinação anterior, e 3 doses de vacina, se não comprovada dose anterior – a comprovação só é feita através do registro no cartão de vacina ou em sistema de informação disponível).

Gabarito: D

 

  1. (2011/FCC/TRT – 4ª REGIÃO (RS)/Técnico Judiciário – Enfermagem) Segundo o Calendário de Vacinação constante no Programa Nacional de Imunização, a vacina contra rubéola deverá ser aplicada em
  2. a) mulheres grávidas, entre o primeiro e o terceiro mês de gestação.
  3. b) bebês, a partir do primeiro mês do nascimento até o sexto mês.
  4. c) bebês, a partir dos doze meses, preferencialmente, na forma combinada com as vacinas contra o sarampo e a caxumba (tríplice viral).
  5. d) idosos acima de 65 anos na forma combinada com as vacinas contra o sarampo (dupla viral).
  6. e) adultos com intervalo de seis meses entre as três doses.

 

Comentário: Em 2017 ocorreu uma alteração para a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) com a inclusão da segunda dose para a população de 20 a 29 anos de idade. Antes, a segunda dose era administrada até os 19 anos de idade. Com essa mudança, duas doses contra sarampo, caxumba e rubéola passam a ser disponibilizadas para indivíduos de 12 meses até 29 anos de idade e uma dose da vacina varicela (atenuada) para crianças de até quatro anos de idade. Para os adultos de 30 a 49 anos, permanece a indicação de apenas uma dose de tríplice viral.

O esquema vacinal tríplice viral é composto da seguinte maneira: com 12 meses, a criança toma a tríplice viral; aos 15 meses, será aplicada a vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) em crianças já vacinadas com tríplice viral; indivíduos de 2 a 29 anos irão tomar duas doses de tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 e máximo de 60 dias entre as doses; adultos de 30 a 49 anos, apenas uma dose de tríplice viral.

Gabarito: C

 

  1. (2017/FCC/TRT – 11ª Região (AM e RR)/Técnico Judiciário – Enfermagem) Ao orientar uma puérpera com relação a vacinação, o técnico de enfermagem precisa ressaltar que o recém-nascido deve receber, ao nascer, as vacinas
  2. a) BCG e Hepatite B.
  3. b) Meningogócica C e Pneumocócica V.
  4. c) Pentavalente e Hepatite A.
  5. d) Rotavírus Humano e Tríplice Viral.
  6. e) Inativa Poliomielite e dTpa.

Comentário: A vacina BCG protege contra as formas graves da tuberculose (miliar e meníngea). É administrada em dose única o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade. Lembrando que a vacina é administrada da seguinte forma: 0.1ml, intradérmica, no nível da inserção inferior, na face externa superior do braço direito. Em relação à vacina Hepatite B (recombinante), administrar a primeira dose o mais precocemente possível, nas primeiras 24 horas, preferencialmente nas primeiras 12 horas, ainda na maternidade ou na primeira visita ao serviço de saúde, até 30 dias de vida, via intramuscular, 0,5 ml. No que se refere às crianças que não tomaram a vacina Hepatite B até 30 dias de vida, não administrar a Hepatite B (recombinante). Iniciar o esquema a partir dos 2 meses com a pentavalente.

Gabarito: A

 

  1. (2016/FCC/TRT – 20ª REGIÃO (SE)/Técnico Judiciário – Enfermagem/adaptada pelo autor) Em um Posto de Saúde uma mãe solicita ao técnico de enfermagem orientações sobre quais vacinas seu filho de 6 meses deve tomar. O técnico de enfermagem verifica a carteira vacinal da criança e observa que as vacinas anteriores estão todas em dia. Segundo o calendário de vacinação, previsto no Programa Nacional de Imunização, essa criança deverá receber as seguintes vacinas:

 

  1. a) dose única da BCG e primeira dose da vacina contra poliomielite.
  2. b) segunda dose da vacina Pneumocócica 10 v e terceira dose da vacina contra poliomielite.
  3. c) segunda dose da vacina Penta e primeira dose da vacina Rotavírus Humano.
  4. d) terceira dose da vacina Penta e terceira dose da vacina contra poliomielite
  5. e) segundo reforço da vacina contra poliomielite e reforço da febre amarela.Parte inferior do formulário

 

Comentário: Essa criança de 6 meses deverá receber as seguintes vacinas: terceira dose da vacina penta e terceira dose da vacina contra poliomielite (VIP). O esquema vacinal contra a penta é composto por três doses: aos 2, 4 e 6 meses de vida, com intervalo mínimo de 30 e máximo de 60 dias entre as doses; a terceira dose não deve ser administrada antes dos 6 meses de vida da criança. Na rotina, a vacina penta está disponível para crianças de até cinco anos, 11 meses e 29 dias.

O esquema vacinal contra a poliomielite 1,2,3 inativada – (VIP) é composto por três doses aos 2, 4 e 6 meses de vida, com intervalo mínimo de 30 e máximo de 60 dias entre as doses. Lembrando que os reforços da poliomielite não serão feitos com o VOP.

 

Gabarito: D

  1. (2016/FCC/AL-MS) Previamente à aplicação da vacina, uma das contraindicações gerais é
  2. a) antecedente familiar de convulsão após a imunização.
  3. b) utilização de antibiótico profilático ou terapêutico no dia da vacinação.
  4. c) histórico de internação hospitalar nos últimos 15 dias para tratamento de hipertensão arterial.
  5. d) reação anafilática confirmada após o recebimento de dose anterior
  6. e) mulheres no período de amamentação. Parte inferior do formulário

 

Comentário: Alguns fatores e acontecimentos podem ser tidos como prováveis contraindicações gerais à administração de todo imunobiológico e precisam ser avaliados, podendo indicar o adiamento ou a suspensão da vacinação. Consoante Brasil (2014), a contraindicação é entendida como uma condição do usuário a ser vacinado que aumenta, em muito, o risco de um evento adverso grave ou faz com que o risco de complicações da vacina seja maior do que o risco da doença contra a qual se deseja proteger. Para todo imunobiológico, consideram-se como contraindicações:

Gabarito: D

Até a data da prova, liberarei blocos de questões comentadas! Acompanhem o Blog!

Abraços,

Professora Natale Souza

Mestre em Saúde Coletiva pela UEFS. Servidora pública da Prefeitura Municipal de Salvador. Coach, Mentora, Consultora e Professora na área de Concursos Públicos e Residências. Graduada pela UEFS em 1998, pós-graduada em Gestão em Saúde, Saúde Pública, Urgência e Emergência, Auditoria de Sistemas, Enfermagem do Trabalho e Direito Sanitário. Autora de 02 livros – e mais 03 em processo de revisão: – Legislação do SUS – vídeo livro ( Editora Concursos Psi); Legislação do SUS – Comentada e esquematizada ( Editora Sanar). Aprovada em 16 concurso e seleções públicas (nacionais e internacionais) dentre elas: – Programa de Interiorização dos Profissionais de Saúde – MS – lotada em MG; – Consultora do Programa Nacional de Controle da Dengue (OPAS), lotada em Brasília; – Consultora Internacional do Programa Melhoria da Qualidade em Saúde pelo Banco Mundial, lotada em Brasília; – Governo do estado da Bahia – SESAB – urgência e emergência; – Prefeitura Municipal de Aracaju; – Prefeitura Municipal de Salvador; – Professora da Universidade Federal de Sergipe UFS; – Governo do Estado de Sergipe (SAMU); – Educadora em Saúde mental /FIOCRUZ- lotada Rio de Janeiro.

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