Série Quebrando a banca: questões comentadas do CESPE sobre Biossegurança! Parte I

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Olá, amigos concurseiros!

Vamos continuar com a série “Quebrando a banca CESPE” com questões comentadas de provas de concurso. Hoje, iremos comentar algumas questões de Biossegurança na temática de medidas de precaução. Continuem nos acompanhando rumo ao seu SUCESSO!

São tantas questões dentro desse tema, que dividi nosso artigo em duas partes. Não se esqueça de conferir a parte II, quando estiver disponível.

1. (CESPE/MPU/2013/ENF) Julgue os itens subsecutivos, relativos às práticas de biossegurança aplicadas ao cuidado com o paciente e às situações de risco potencial de exposição.

Os profissionais de saúde e todo o pessoal do hospital que lida com materiais perfurocortantes devem tomar cuidados especiais para prevenir acidentes.

Gabarito: CERTO

Comentários: Dentro das precauções universais (padrão), encontra-se o uso da caixa de perfurocortante para evitar acidentes com esse tipo de material.

2. (CESPE/MPU/2013/ENF) Julgue os itens subsecutivos, relativos às práticas de biossegurança aplicadas ao cuidado com o paciente e às situações de risco potencial de exposição.

Em caso de exposição ocupacional ao HIV, ainda não existe qualquer tipo de quimioprofilaxia absolutamente segura, o que reforça a necessidade do estabelecimento rigoroso de normas universais de biossegurança para reduzir o risco a essa exposição.

Gabarito: CERTO

Comentários: Ao manusear material infectado com o vírus HIV, todo cuidado é pouco, pois, se houver contaminação, o profissional deverá usar antirretrovirais para reduzi-la, mas não elimina totalmente o risco.

3. (CESPE/MPU/2013/ENF) Julgue os itens subsecutivos, relativos às práticas de biossegurança aplicadas ao cuidado com o paciente e às situações de risco potencial de exposição.

As precauções básicas e universais, relativas à manipulação de sangue, secreções, mucosas ou peles não íntegras, são medidas de prevenção indicadas preferencialmente aos pacientes com diagnóstico definido ou presumido de doenças infecciosas.

Gabarito: ERRADO

Comentários: A precaução padrão é aquela que é usada para todos, independentemente do diagnóstico.

4. (CESPE/SESA/ES/2013) Acerca das práticas de biossegurança, a ANVISA destacou a importância da higienização das mãos. Em relação a essa prática, assinale a opção correta.

A) No serviço de saúde, recomenda-se o uso de sabão líquido devido ao menor risco de contaminação do produto, não sendo recomendada a adição de emolientes.

B) O termo higienização das mãos engloba a higienização simples e a higienização antisséptica, porém não engloba a fricção antisséptica e antissepsia cirúrgica.

C) A microbiota transitória que coloniza a camada superficial da pele, como bactérias, vírus e fungos, não é removida pela higienização das mãos com água e sabão, mas apenas com o uso de antissépticos.

D) É recomendado fazer a higienização das mãos com preparação alcoólica quando elas estiverem visivelmente sujas, antes do contato com o paciente, para o exame físico.

E) Os agentes antissépticos são substâncias aplicadas à pele para reduzir o número de agentes da microbiota transitória e residente, entre eles os álcoois, a clorexidina e os compostos de iodo.

Gabarito: letra E.

Letra A. Errada. O emoliente acrescido ao sabão evita ressecamento e dermatites, sendo recomendado pela ANVISA, que orienta que o sabão seja agradável ao uso, tenha fragrância leve e não resseque a pele.

Letra B. Errada. Todos os 4 tipos são considerados higienização das mãos.

Letra C. Errada. A higiene simples remove a flora transitória.

Letra D. Errada. Quando estiver visivelmente suja, deve ser aplicada a higienização simples, e não fricção com álcool.

5. (CESPE/SESA/ES/2013) De acordo com as medidas de precaução básica para a segurança individual e coletiva, bem como, da precaução adicional de aerossóis e gotículas, assinale a opção correta.

A) Pacientes com rubéola e caxumba, quando forem transportados para exames, devem usar máscara N95 durante toda a sua permanência fora do leito.

B) Pacientes com precaução adicional de gotícula não devem ser internados com outros infectados pelo mesmo microrganismo, mesmo guardando a distância de um metro entre eles.

C) Pacientes com tuberculose pulmonar e coqueluche requerem precauções adicionais de aerossóis, assim, os profissionais devem usar máscaras N95 e realizar a higienização das mãos.

D) Pacientes portadores de síndrome respiratória aguda podem ser internados com outros pacientes infectados pelo mesmo microrganismo e, quando necessário o transporte, eles devem usar a máscara cirúrgica.

E) Pacientes com suspeita ou confirmação de tuberculose resistentes ao tratamento podem dividir o mesmo quarto com pacientes com tuberculose, desde que mantenham a distância mínima de um metro entre os leitos.

Gabarito: letra D.

Letra A. Caxumba e rubéola referem-se a precaução por gotícula, e a máscara utilizada pelo paciente ou profissional é a cirúrgica.

Letra B. Errada. Podem ser internados juntos com a distância de 1 metro.

Letra C. Errada. A coqueluche é de transmissão por gotículas.

Letra E. Errada. Paciente com tuberculose (TB) resistente não pode dividir o quarto com outro paciente com TB, independentemente da distância dos leitos.

Por hoje, finalizamos nossas dicas sobre Biossegurança na nuance da banca CESPE, mas continuaremos com essa temática no próximo artigo. Espero por vocês aqui no blog e nos nossos cursos do Gran Cursos Online. Lembrem-se de que o emprego do nosso tempo depende do que definimos como PRIORIDADE.

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Fernanda Barboza é graduada em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia e Pós-Graduada em Saúde Pública e Vigilância Sanitária. Atualmente, servidora do Tribunal Superior do Trabalho, cargo: Analista Judiciário- especialidade Enfermagem, Professora e Coach em concursos. Trabalhou 8 anos como enfermeira do Hospital Sarah. Nomeada nos seguintes concursos: 1º lugar para o Ministério da Justiça, 2º lugar no Hemocentro – DF, 1º lugar para fiscal sanitário da prefeitura de Salvador, 2º lugar no Superior Tribunal Militar (nomeada pelo TST). Além desses, foi nomeada duas vezes como enfermeira do Estado da Bahia e na SES-DF. Na área administrativa foi nomeada no CNJ, MPU, TRF 1ª região e INSS (2º lugar), dentre outras aprovações.

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