Concurso SES-DF 2016: questões comentadas da prova de enfermagem!

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enfermagemQUESTÕES DA PROVA DE RESIDÊNCIA ENFERMAGEM 2016

Olá, estudantes, acadêmicos e profissionais de enfermagem. Sou a professora Gisele Ribeiro do Gran Cursos Online e enfermeira da Atenção Básica pela SES-DF. Abaixo estão dispostas algumas questões da prova de residência de enfermagem da Secretária de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) aplicada pelo CESPE em janeiro de 2016. As questões estão divididas por comandos que são temas, assuntos da enfermagem. Gostaria de informar, também, que fiz residência de enfermagem em terapia intensiva pela SES-DF. As figuras foram retiradas do Google imagens.

COMANDO ONCOLOGIA

Entre as possíveis causas que levam à dispneia, sintoma frequente nos casos de câncer avançado, incluem-se o desgaste metabólico presente na síndrome de anorexia-caquexia, a ascite grave, o derrame pleural recorrente, a alteração gasométrica, anemia e(ou) metástase pulmonar. CERTO

Os sintomas mais frequentemente relatados por pacientes com câncer avançado são dor (64%), anorexia (34%), constipação intestinal (32%), fadiga (32%) e dispneia (31%). Fonte: Controle de sintomas em pacientes oncológicos: eterno desafio.

As causas mais frequentes da dispneia no paciente oncológico são o comprometimento da função pulmonar pela própria neoplasia, derrame pleural, infecção, anemia, caquexia e comorbidades, como insuficiência cardíaca e enfisema pulmonar. A etiologia é comumente multifatorial. Fonte: http://revistaonco.com.br/wp-content/uploads/2011/04/cuidadospal-NET.pdf

COMANDO TB-HIV

Nos casos em que pacientes com TB – HIV estejam apresentando reações adversas, interações medicamentosas ou reações paradoxais, o serviço de atenção especializada deverá garantir atendimento imediato, ou, caso necessário, encaminhar o paciente a locais de referência na área de especialização. CERTO

Todos os tratamentos em coinfectados (TB/HIV) e ou com SRI/reação paradoxal deverão ser encaminhados ao serviço de referência. TRATAMENTO DIRETAMENTE OBSERVADO (TDO) NA ATENÇÃO BÁSICA : PROTOCOLO DE ENFERMAGEM. MINISTÉRIO DA SAÚDE, BRASÍLIA, 2011.

As reações paradoxais no tratamento da tuberculose (RPTT) são exacerbações de sintomas, localizados ou sistêmicos, que ocorrem após melhora da doença proporcionada pelo mesmo tratamento. Tais reações parecem ser relacionadas à emergência, recrudescimento ou incremento da hipersensibilidade antes inexistente ou deprimida, sendo bem estabelecida sua independência das reações adversas relacionadas ao uso ou interações das drogas antituberculosas. Embora descritas desde os primórdios da quimioterapia antituberculosa, eram de ocorrência rara, apresentando um acentuado aumento entre os portadores da co-infecção pelo Mycobacterium tuberculosis o HIV, especialmente após o advento da terapia antirretroviral. As mais freqüentemente relatadas, inclusive no país, são as exacerbações de sintomas neurológicos seguido de linfadenomegalias e derrames pleurais. Fonte: Reações paradoxais no tratamento da tuberculose. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina tropical. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0037-86822002000100014

Reação Adversa é qualquer resposta ao uso de um medicamento que seja nociva e não intencional, e que ocorre nas doses normalmente usadas em seres humanos. Fonte: FARMACOVIGILÂNCIA – Biolab www.biolabfarma.com.br/eventosadversos_detalhe.php?id=MQ==

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a interação medicamentosa é definida como uma resposta farmacológica ou clínica à administração de uma combinação de medicamentos, diferente dos efeitos de dois agentes administrados individualmente. Existem interações medicamentosas do tipo medicamento-medicamento, medicamento-alimento, medicamento-bebida alcoólica e medicamento-exames laboratoriais. As interações medicamentosas podem ocorrer entre medicamentos sintéticos, fitoterápicos, chás e ervas medicinais. Fonte: http://www.hipolabor.com.br/blog/2015/05/04/hipolabor-explica-voce-sabe-o-que-e-interacao-medicamentosa/

COMANDO GERENCIAMENTO DE RECURSOS MATERIAIS

O conceito de logística é empregado para o armazenamento de produtos não acabados e a distribuição física até o cliente. O objeto de atenção está mais relacionado à estocagem e à distribuição interna do material produzido, incluídas a programação e as compras. ERRADO

O conceito de logística é empregado para o armazenamento dos produtos acabados e sua movimentação, ou seja, a distribuição física até o cliente. Seu objeto de atenção está mais relacionado à estocagem e a distribuição externa do material produzido, não incluindo a programação nem as compras. (CHIAVENATO, 1991). Fonte: Kurcgant, Paulina. Gerenciamento em enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.p. 158-159.

COMANDO BIOÉTICA

Nas últimas décadas, a administração de substâncias com finalidade de se antecipar a morte de um paciente passou a ser permitida em algumas instituições de saúde. NULA

Código de Ética /RESOLUÇÃO COFEN 311/2007

Art. 29 – Promover a eutanásia ou participar em prática destinada a antecipar a morte do cliente.

Em São Paulo existe a Lei 10.241/99, conhecida como Lei Mário Covas, que assegura em seu art. 2º: “são direitos dos usuários dos serviços de saúde no Estado de São Paulo: XXIII recusar tratamentos dolorosos ou extraordinários para tentar prolongar a vida”. Este documento garante que o paciente possa evitar condutas distanásicas, afirma que o paciente pode escolher se quer ou não ser submetido ao tratamento ou ao procedimento proposto, além disso, tem o direito de escolher o local de sua morte, se desejar, dando-lhe a oportunidade de uma morte digna. Fonte:  ROMANO; WATANABE; TROPPMAIR, 2006. http://www.lex.com.br/doutrina_27040757_DISTANASIA_LESAO_A_DIGNIDADE_A_BEIRA_DO_LEITO.aspx

eutanasia

COMANDO REANIMAÇÃO CARDIORRESPIRATÓRIA

Em crianças ou recém-nascidos, as compressões torácicas, isto é, as massagens cardíacas externas, devem ser realizadas utilizando-se uma das mãos espalmada. ERRADO

Posicionamento das mãos

maos1

maos2

Crianças: 2 mãos ou 1 mão (opcional para crianças muito pequenas) sobre a metade inferior do esterno. Bebês (menores de 1 ano excluindo recém-nascidos) :

COMANDO ICTERÍCIA NEONATAL

O recém-nascido que recebeu aleitamento materno exclusivo na primeira semana de vida e que apresenta déficit de sucção e (ou) baixa oferta láctea — associados à perda de peso e à desidratação — pode apresentar hiperbilirrubinemia causada por aumento da circulação enterohepática da bilirrubina e por sobrecarga dessa nas células hepáticas. CERTA

O aleitamento materno exclusivo, quando ocorre de forma inadequada, é um fator associado ao desenvolvimento de hiperbilirrubinemia significante na primeira semana de vida. O déficit de ingestão, por dificuldade na sucção e/ou pouca oferta láctea, com consequente perda de peso maior que 7% em relação ao peso de nascimento, às vezes acompanhada de desidratação, propicia o aumento da circulação enterohepática da bilirrubina e a sobrecarga de bilirrubina ao hepatócito. Fonte: Atenção à Saúde do Recém-Nascido. INTERVENÇÕES COMUNS, ICTERÍCIA E INFECÇÕES . Guia para os Profissionais de Saúde. Brasília –DF, 2011, volume 2. http://www.redeblh.fiocruz.br/media/arn_v2.pdf

ictericia-neonatal

COMANDO CASO CLÍNICO

Um paciente de quarenta e oito anos de idade, com altura de 1,76 m e peso de 94,5 kg, após receber diagnóstico de hipertensão, foi encaminhado a uma consulta com a enfermeira de um serviço de atenção básica. O paciente relatou se sentir bem, negou queixas ou história de doenças pregressas e afirmou que não fuma, mas bebe, em média, duas cervejas aos finais de semana. O paciente informou, ainda, que não faz exercícios físicos regularmente, tem trabalho sedentário e que sua mãe morreu por acidente vascular encefálico aos sessenta e cinco anos de idade. No consultório, o paciente apresentou pressão arterial de 156 mmHg × 96 mmHg no membro superior esquerdo e 152 mmHg × 98 mmHg no membro superior direito e estava afebril. Não foram encontradas outras alterações no exame físico. Na estratificação de risco cardiovascular pelo escore de Framingham, foi classificado no risco intermediário. Com relação a esse caso clínico, julgue os próximos itens.

Pelo escore de Framingham obtido, há menos de 10% de chance de um evento cardiovascular ocorrer; portanto, deve-se recomendar ao paciente seguimento anual e a adoção de um estilo de vida saudável. ERRADO

Decisão Terapêutica segundo risco e PA: risco intermediário, 10 a 20% para evento cardiovascular em 10 anos

Estágio I (140-159/90-99 mmHg):  mudança de estilo de vida (MEV), tratamento medicamentoso (TM) se múltiplos fatores de risco.tabela-saude1

FONTE: Cadernos de Atenção Básica/Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa/MS Feminino e Masculino

A consulta de enfermagem para estratificação de risco para doenças cardiovasculares: a estratificação estima o risco de cada indivíduo sofrer uma doenças arterial coronariana nos próximos dez anos. Essa estimativa se baseia na presença de múltiplos fatores de risco, como sexo, idade, níveis pressóricos, tabagismo, níveis de HDL e LDLc (SOCIEDADE BRASILEIRA DE HIPERTENSÃO; SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA; SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA, 2010). Fonte: Cadernos de Atenção Básica nº 37. ESTRATÉGIAS PARA O CUIDADO DA PESSOA COM DOENÇA CRÔNICA. HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

Risco intermediário pelo escore de Framinghan: o seguimento dos indivíduos com PA limítrofe poderá ser semestral após orientações sobre estilo de vida saudável e, se disponível na UBS ou comunidade e se desejo da pessoa, encaminhamento para ações coletivas de educação em Saúde. Fonte: Cadernos de Atenção Básica nº 37. ESTRATÉGIAS PARA O CUIDADO DA PESSOA COM DOENÇA CRÔNICA. HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

risco-cardiovascular

COMANDO TEORIAS E PROCESSOS DE ENFERMAGEM

Durante a fase de planejamento do processo de enfermagem, vários passos devem ser cumpridos, e o último deles é a escolha dos resultados. ERRADO

Segundo a Resolução COFEN 358/2009, o PE se organiza em 5 etapas: coleta de Dados de Enfermagem (ou Histórico de Enfermagem); Diagnóstico de Enfermagem; Planejamento de Enfermagem; Implementação e; Avaliação de Enfermagem.

Teoria Ambiental: F. Nightingale

Teoria das Necessidades Básicas: Virginia Henderson

Teoria do Autocuidado: Dorothea Orem

Teoria da Adaptação: Sister Calista Roy 

Teoria das Relações Interpessoais em Enfermagem: Hildegard Peplau

Teoria Holística: Myra E. Levine

Teoria do Modelo Conceitual do Homem: Martha Rogers

Teoria das Necessidades Humanas Básicas: Wanda Horta

Teoria Alcance dos Objetivos: Imogenes King

FONTE: https://pt.scribd.com/doc/39558338/RESUMO-TEORIAS-DE-ENFERMAGEM

COMANDO PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO

Após uma infecção por sarampo, rubéola ou varicela ocorre uma imunização ativa, ao passo que na administração parenteral de imunoglobulinas específicas contra a hepatite B e tétano ocorre imunidade imediata e definitiva. ERRADO

imunizacao

IMUNIZAÇÃO ATIVA: o próprio organismo produz anticorpos e linfócitos T através  de doença infecciosa e vacinação.

IMUNIZAÇÃO PASSIVA: transferência de anticorpos de um animal ou outro homem; imunidade rápida, eficiente proteção, temporária (semanas ou meses). Tipos: passiva natural (anticorpos da mãe pela placenta ou leite materno) e passiva artificial (imunoglobulina humana combinada, imunoglobulina humana hiperimune e o soro heterólogo).

COMANDO PROCEDIMENTOS TÉCNICOS DE ENFERMAGEM

Após a instalação de um cateter urinário de longa permanência em uma paciente adulta, esse deverá ser fixado na coxa da paciente para evitar possível tensão no trígono urogenital.

Fixação adequada da SVD na face interna da coxa para mulheres e na região suprapúbica para os homens.  Fonte: (ANAMNESE E EXAME FÍSICO. ALBA LÚCIA BOTTURA LEITE DE BARRROS & COLS).

Tracionar vagarosamente a sonda e fixar na parte interna da coxa (mulher) e área suprapúbica (homem). Justificativa: evitar possível tensão no trígono urogenital (mulher) e tensão uretral na junção penescrotal (homem);

http://enfermagem-a-arte-de-cuidar.blogspot.com.br/2014/10/cateterismo-vesical.html


Gisele Ribeiro 

Graduação em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (2002). Atualmente é enfermeira da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito federal. Trabalhou como enfermeira da Estratégia Saúde da Família em municípios do Maranhão, na docência em cursos para técnico de enfermagem/PROFAE (Escola Madre Teresa/Taguatinga/DF) e na graduação de Enfermagem (UNIP, UNIEURO/2005). Atuou como Enfermeira Assistencial em Unidades de Terapia Intensiva de Hospitais Privados /DF (UNIMED, Santa Luzia, Santa Lúcia) além do Hospital das Forças Armadas/HFA. SES/DF: HRAN/Hemodiálise e Clínica Médica Masculina (2007-2013); CENTRO DE SAÚDE DO GUARÁ/ Atenção Primária na Saúde do Adulto (desde outubro-2013).


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